Notícias - Uma criança, três vidas

Um acidente fatal encheu de dor a família do sr. Jaldir Silva; mas, por um ato de generosidade, acendeu a chama da esperança em outras três famílias.


A filha de Jaldir Silva, de apenas 6 anos, sofreu um severo traumatismo craniano causando-lhe morte encefálica constatado no primeiro dia de internação na UTI Pediátrica do Hospital São Francisco de Assis. Apesar do choque e da imensa dor de ter perdido uma filha, o casal Jaldir e Fernanda decidiram pela doação de órgãos da criança. “Foi uma decisão difícil, mas como não podíamos mais tê-la conosco, teríamos “um pouco” dela nas pessoas que receberiam a doação”, relatou sr. Jaldir.

Este gesto de intensa generosidade beneficiou mais três vidas: duas em São Paulo receberam o coração e o fígado; e uma em Campinas foi receptora dos rins. Doações que acenderam novamente a esperança de vida para estas famílias.

Operação coordenada em equipe
Este ato de amor foi possível com o trabalho realizado pela equipe multiprofissional de quatro hospitais: médicos, psicóloga, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipes de apoio (exames laboratoriais e de diagnóstico).

No dia da captação dos órgãos, mais de 20 profissionais foram envolvidos no processo, sendo 3 equipes de médicos dos hospitais receptores, além da equipe do São Francisco. A operação foi simultânea entre as equipes, a qual teve início às 20h do dia 09/01 e terminou às 3h do dia 10/01. O paciente receptor do coração estava preparado na sala cirúrgica do hospital em São Paulo, pronto para receber o órgão imediatamente e o transplante do fígado ocorreu pela manhã.

“Foi uma ação totalmente sincronizada; toda equipe do hospital está de parabéns: a psicóloga que deu suporte em tempo integral aos pais, a enfermagem da UTI Pediátrica que foi fundamental neste processo, e os médicos na condução dos procedimentos. Inclusive nossa equipe foi elogiada pela eficiência do trabalho executado”, disse a Dra. Isamara Tanaka, coordenadora da unidade.

Por questões de ética médica, os hospitais não informam a identidade de doadores e receptores, mas o sr. Jaldir deseja que eles “sejam muito felizes como sua filha sempre foi, e que cuidem dos órgãos como se fossem sua própria filha”.

Acontecimentos como este faz pensar sobre a importância da doação de órgãos, que no Brasil tem crescido a cada ano e, felizmente, a fila de quem espera por uma nova chance tem diminuído, segundo dados do Ministério da Saúde. A parceria com empresas aéreas e a conscientização das famílias são fatores considerados importantes nesta redução, mas há muito o que ser feito.

Apesar disso, a vida de cada pessoa que recebe um órgão é modificada para sempre, com a certeza de que o amor e a solidariedade transformam os momentos mais terríveis de dor em esperança de vida.

       
 
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Comentários (3)
Dalcina Ferreira Lopes Camazano

16/01/2015 às 00:18
Ato de amor, no momento de maior dor , , esta família pensou no próximo. Que Deus os abençoe
   
 
Rosana Santos Ribeiro

15/01/2015 às 17:36
Gesto grandioso dessa família que em meio a tanta dor encontrou forças para ajudar o próximo.Deus os abençõe.
   
 
graciele Santos

14/01/2015 às 23:31
Nossa princesa agora está com Deus mais sempre estará em nossos corações ?
   
 
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